Tuesday, May 31, 2005

A G:.D:.A:.D:.U:.




Olá rapaziada, desejo, a partir desta data, dar início a este Blog que, como disse, viza esclarecer dúvidas e curiosidades que cercam a Maçonaria, desmistificando assim os velhos preconceitos impostos por aqueles que, por má fé ou desconhecimento de seus nobres preceitos a denigrem.

Em primeiro lugar importa destacar que a Maçonaria não é uma sociedade secreta, mas sim discreta. Uma sociedade secreta é aquela que tem objetivos secretos e oculta a sua existência assim como as datas e locais de suas sessões. O objetivo e propósito da Maçonaria, suas leis, história e filosofia tem sido divulgados em livros que estão a venda em qualquer livraria. Seus Templos tem endereço definido fixo, seus estatutos e demais documentos são registrados em cartório. Ela é, portanto, uma sociedade esotérica e iniciática e, desta forma, os únicos segredos que a maçonaria conserva são as cerimônias empregadas na admissão de seus membros e os meios usados pelos Maçons para se conhecerem. Isto posto, meus nobres, essencial é conhecer seus princípios e objetivos.


DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA GRANDE LOJA DO PARANÁ

01. A G:.L:.P:. tem por princípio: o amor a DEUS, à Humanidade, à Pátria e à família; por objetivo: pregar e propagar os sentimentos de Tolerância, Respeito e Amor Fraternal, que garantem a liberdade de consciência e a livre manifestação do pensamento, dentro da Moral e das leis democráticas do país, que permitirão com Virtude e Sabedoria, o alcance do ideal maçônico: A Paz Universal pela Confraternização dos Povos.

02. A G:.L:.P:. considera indispensável para admissão de membros nos quadros das Lojas jurisdicionadas e para permanência destas na sua obediência, a formal aceitação dos seguintes fundamentos:
a) A crença em DEUS;
b) O Sigilo;
c) A iniciação só de homens;
d) A caridade, a Beneficência e a Educação, como principais meios de combater a ignorância e o erro, em todas as suas manifestações.


03. A G:.L:.P:. não impõe nenhum limite à livre investigação da verdade e para garantir essa liberdade, exige de todos a maior tolerância.

04. A G:.L:.P:. é acessível aos homens de todas as raças, classes sociais, crenças religiosas e convicções políticas.

05. A G:.L:.P:. propugna combater a ignorância em todas as suas modalidades, constituindo uma escola que impõe este programa: Obedecer às leis democráticas do País, viver segundo os ditames da Honra, praticar a Justiça, amar ao próximo e trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano a conseguir a sua emancipação progressiva e pacificamente.

OS REQUISITOS

Caso tenha encontrado sintonia com estes princípios, quem pretender ingressar na Maçonaria deverá, ainda, verificar se possui, dentre outros, os seguintes requisitos básicos:

01. Estar em pleno gozo da capacidade civil e ser maior de 21 anos;

02. Ter bons costumes e reputação ilibada, sujeitando-se à verificação de tais requisitos em sindicância a ser feita;

03. Ter inteligência e capacidade de discernimento suficientes para o entendimento e aplicação dos princípios maçônicos;

04. Exercer profissão ou atividade lícita que lhe assegure a subsistência própria e a de sua família e lhe permita contribuir para as atividades maçônicas, dentro dos padrões médios da sociedade;

05. Mão ter processos criminais em curso, nunca ter sido condenado por crime infamante, a juízo da Maçonaria; Nunca ter dado prejuízos a quem quer que seja e não ter dívidas vencidas;

06. Estar quite com o serviço militar;

07. Dominar o idioma pátrio;

08. Não estar preso a votos religiosos ou a quaisquer compromissos que o impeçam de manifestar livremente sua vontade;

09. Não professar ideologias exóticas e contrárias aos princípios maçônicos, tais como o comunismo, o nazismo, o fascismo e assemelhadas;

01. Dispor de tempo para dedicar à Instituição Maçônica, principalmente para freqüentar as reuniões semanais, à noite. (Normalmente uma vez por semana das 20:00' às 22:00' horas).

Deve ainda estar preparado para:

AS EXIGÊNCIAS BÁSICAS

a) Admitir a reformulação de seus conceitos sobre todas as coisas se, após participar de discussões livres, não convencer o grupo quanto às suas opiniões;

b) Reconciliar-se com qualquer eventual inimigo que tenha e que venha a encontrar na Maçonaria, já que é absolutamente proibida a inimizade entre os Maçons;

c) Ter sua vida particular examinada pela Maçonaria, que não tolerará desvios de conduta, exigindo comportamento exemplar e retidão de vida, no mundo profano, como se diz;

d) Estar apto a ajudar, na medida de suas possibilidades, material ou espiritualmente, a quantos necessitem de ajuda, Maçons ou não;

e) Renunciar à pregação religiosa ou política em Loja, já que é proibida a discussão político-partidária ou religiosa-sectária, uma vez que a Maçonaria não cuida de política partidária nem interfere na religiosidade dos seus membros, deles exigindo, apenas, que não sejam ateus libertinos e que admitam a prevalência do espírito sobre a matéria e creiam num Ente Superior, Deus, que é pelos Maçons denominado GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.

OS CONTATOS

Normalmente, o interessado deve procurar um amigo, que saiba ser Maçom, e solicitar-lhe que o proponha à entrada na Maçonaria. Tal amigo estará apto a julgar, de início, se é viável ou não a pretensão, pois, tendo conhecimento do trabalho maçônico, está em condições de julgar se o pretendente a ele se adaptará ou não.

É preciso dizer-se, de passagem, que a recusa de ingresso a uma pessoa não significa, necessariamente, demérito para a mesma, pois muitas vezes alguém reúne excelentes qualidades, mas, por força de suas atividades não maçônicas, estará impedido de ser um bom Obreiro, como se autodenominam os Maçons, pois não terá condições de freqüência, uma das exigências básicas para que o Maçom mantenha sua regularidade.

Pode ocorrer que não se conheça ou não se saiba ao certo de alguém que seja realmente Maçom. Aí, a solução é procurar a LOJA MAÇÔNICA da sua cidade ou do seu bairro, informando-se do dia das suas reuniões e, lá, manifestar ao seu Presidente (que é chamado de Venerável Mestre) o seu desejo. Ele dará a orientação necessária.

O RECRUTAMENTO DE NOVOS MAÇONS

A regra básica, na Maçonaria, é a preferência pela QUALIDADE.

Não há, pois, campanhas de angariação de sócios, nem o Maçom deve estar interessado em aumentar o efetivo de sua Loja sem atentar para os detalhes mínimos que são exigidos para alguém ingressar na Maçonaria.

O Maçom é o primeiro juiz quanto ao ingresso de alguém na Ordem Maçônica, pois, muitas vezes, uma pessoa tem todos os requisitos básicos apontados, mas não é altruísta, tolerante, estudiosa, afável no trato, desprendida das coisas materiais e não tem espírito de confraternidade e, em tais casos, é preferível não propô-la à Iniciação, pois fatalmente tal pessoa não será um bom Maçom.

O rigor na seleção deve ser extremo, uma vez que se estará analisando a possibilidade da admissão de um novo participante do Círculo Interior. É necessário, portanto, que só seja admitido aquele que demonstrar, exaustivamente, que apresenta as condições necessárias para participar da Grande Obra e que quer dela participar.

Conta-se que um antigo Iniciado deparou-se, certa vez, com alguns operários que cavavam buracos, quebravam pedras, transportavam materiais, ferramentas etc. Perguntou, então, a um deles o que fazia e a resposta foi: "Estou quebrando pedras". Outro operário, à mesma pergunta, respondeu: "Estamos construindo um edifício"; um terceiro, à mesma pergunta respondeu, por sua vez, com emoção: "Participo da construção de uma belíssima catedral".

Este terceiro operário é aquele de quem a Maçonaria precisa: alguém que perceba o objetivo da Ordem e se emocione com ele.

O papel do Mestre apoiador de um candidato é mostrar-lhe o que é a Ordem, o que é esperado de cada Irmão, e avaliar adequadamente a resposta total do candidato.

Não é demais recordar que a palavra "candidato" teve origem na Roma Antiga, onde aquele que postulava a indicação para cargo público se vestia com uma túnica branca ("cândida"), para mostrar a pureza e a elevação de seus propósitos. O candidato a Maçom deverá poder envergar a "cândida" simbólica por ter os mais puros e elevados propósitos e devera mostrar a capacidade de trabalhar para o bem do Homem.

No Evangelho, segundo Lucas (13 - 23,24), está dito: 23 - E alguém lhe perguntou (a Jesus): Senhor, são poucos os que se salvam? 24 - Respondeu-lhes: "Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão". Rigorosa, da mesma forma, deve ser a aceitação de um novo Irmão e amigo.

SETE PONTOS A OBSERVAR QUANDO DA INDICAÇÃO DE CANDIDATO

01 Os irmãos consangüíneos não são escolhidos por nós, pelo menos conscientemente, mas os Irmãos da Ordem o são; a indicação deve ser objeto de profunda meditação, considerando que estará sendo indicado alguém para ser Irmão não somente do Mestre apoiador, mas de todos os Maçons do mundo. Pode ser que um amigo, excelente companheiro para esportes, lazer e vida social, não seja um bom candidato a ser um indicado para admissão, por lhe faltar, sem demérito como pessoa, o perfil básico do Maçom que caracteriza o candidato ideal.

02 O trabalho da Ordem, no grau de Aprendiz, é desbastar a pedra bruta, mas isso não significa que qualquer pessoa possa ser iniciada nos Mistérios. Significa que o candidato em potencial já deve possuir a capacidade de vir a entender o real significado da Iniciação em toda a sua extensão; isto significa que ele deve ser realmente uma pedra e não um torrão de barro que pareça ser uma pedra - trabalhado com maestria, ele deve poder vir a se transformar, pelo auto-conhecimento e aprimoramento de qualidades inatas, em parte do Templo a ser construído.

03 É preferível deixar de admitir um candidato que poderia vir a se tornar um verdadeiro Maçom a correr o risco de admitir um profano que talvez não venha a perceber e praticar em sua totalidade a grandeza dos Princípios da Ordem.

04 Maçom tem a obrigação de ser melhor que o homem vulgar. O candidato já deve apresentar, antes de sua indicação, as qualidades que o tornam superior ao profano comum. Cabe ao Mestre apoiador a responsabilidade de observar e avaliar judiciosamente, e pelo tempo que se fizer necessário, todo o comportamento do candidato em potencial. Se qualquer dúvida surgir quanto a alguma faceta do caráter do profano em observação, a avaliação deve ser imediatamente adiada. Na natureza nada acontece aos saltos; um carvalho demora dezenas de anos para atingir seu porte majestoso porque cresce lenta e continuamente - a indicação de um candidato deve ser produto de um processo semelhante, e a certeza de uma boa indicação deve surgir lenta e seguramente.

05 A Maçonaria só será forte quando formada por homens livres e de bons costumes, íntegros e que façam amar e respeitar a Ordem pelo exemplo de suas qualidades em todos os momentos. Irmãos assim são o resultado de um diligente trabalho da Loja sobre uma "matéria-prima" da primeira qualidade; esta "matéria-prima" é o profano bem indicado para admissão. O Mestre, como artífice, deve selecionar com extremo cuidado a "matéria-prima" para sua obra.

06 Para poder vivenciar e perceber todo o significado da Iniciação, o candidato deve estar em condições físicas, emocionais, financeiras que permitam sua concentração durante a Cerimônia. Se o candidato não apresentar, no momento, essas condições, a indicação deve ser adiada até o momento em que ele as recupere. Da Iniciação deve surgir um novo homem, e toda a Cerimônia propicia este renascimento, mas é necessário que o Iniciante esteja receptivo às forças que causarão a modificação em si próprio.

07 Não basta que o Mestre apoiador conheça algumas das facetas do candidato em potencial. É necessário conhecê-lo em todas as suas facetas, e testá-lo efetivamente, para bem poder avaliar suas reações em situações diversas e adversas. É necessário saber a opinião da esposa ou companheira do candidato em potencial a respeito do ingresso deste na Ordem. É necessário informar adequadamente a respeito dos objetivos da Maçonaria, das obrigações que serão assumidas e das novas responsabilidades. É de todo conveniente que o Mestre apoiador indique obras maçônicas para leitura pelo candidato em potencial, o qual deve estar informado de que da Iniciação surgirá um novo homem, liberto das trevas, e que, portanto é necessária uma longa e cuidadosa preparação. As obras indicadas devem abordar o assunto no grau de superficialidade adequado, para que delas o candidato em potencial retire as informações necessárias ao seu melhor entendimento a respeito da Ordem - mas é necessário que informações mais detalhadas e aprofundadas sejam evitadas para não confundir o até então profano. (Vide Obras Consultadas no final do Post).

A CULTURA NA MAÇONARIA

Ao propor-se o ingresso de um profano, não se deve esquecer ainda, de perscrutar a sua cultura. Também quando se faz uma sindicância, quase sempre se esquece que a nossa Constituição determina que, entre outros requisitos, "a admissão de profanos depende da verificação, na pessoa do candidato, de possuir ele instrução que lhe permita compreender e aplicar o ideal da instituição".

A cultura exigida não é a de anéis de grau ou diplomas em parede, não. Estes são apenas pressupostos de uma condição a ser verificada e confirmada. Não precisamos de seguidores do Culturanismo entre nós, mas temos de exigir que os Obreiros tenham aquilo que os dicionários dizem quando conceituam a expressão "cultura geral": conjunto de conhecimentos fundamentais necessários ao entendimento de qualquer ramo do saber humano, sem que para isso, é claro, o indivíduo tenha o domínio absoluto de cada ciência em particular.

Seria cansativo dizer-se que o semi-analfabeto é mil vezes mais prejudicial que o analfabeto, pois enquanto este, ciente do seu não-saber, se abstém de falar sobre o que não entende, aquele que lê ou entende mal com toda a sinceridade, com toda a boa-fé, defende veementemente um ponto-de-vista falho e deturpador, trazendo o tumulto à discussão, o mal-estar aos que o rodeiam, pois nada lhe podem fazer, já que não estão lidando com um indivíduo mal-intencionado, mas apenas ignorante.

Só o inculto, por outro lado, é fanático; só ele é sectário; só ele é intolerante. Pode-se mesmo afirmar que todo sujeito inculto é fanático, sectário e intolerante, qualidades que reprovam de plano qualquer candidato a ingresso em uma Loja.

"VANTAGENS" DE SER MAÇOM"

A Maçonaria não é uma sociedade de auxílio mútuo, embora os Maçons se ajudem, entre si, como de resto têm de ajudar aos necessitados.

Não é um clube para se fazer negócios ou para se angariar clientes ou se obter serviços e utilidades a preços baixos.

Evidentemente, as amizades entre os Maçons acabam pó ensejar relações comerciais, o que não é exclusividade da Maçonaria, pois sempre se procura o médico, o advogado, o engenheiro, o mecânico, nas nossas relações de amizade, em quem, em princípio, se pode confiar.

Não há, também, como muitos pensam, uma "obrigação" de o Maçom, em qualquer circunstância, dar preferência a outro Maçom. Deve-se levar em conta, sempre, os princípios morais e fazer-se justiça. É claro que, entre um desconhecido e um Maçom, outro Maçom prefere este último. Mas isso também não é só na Maçonaria que ocorre. Em qualquer coletividade os seus membros dão-se preferência, mutuamente, em relação aos estranhos.

Os sinais de identificação dos Maçons não são usados como "gazuas" para abrirem portas fechadas. A retidão de conduta exigida aos Maçons impede, sempre, que um "profano" seja prejudicado por um Maçom, a favor de outro Maçom; a rigor, se um Maçom toma conhecimento de qualquer prejuízo causado por um Irmão a alguém, tem o dever de informar a Loja do fato, para as providências cabíveis.

As "vantagens" de se ser Maçom, portanto, são inúmeras, mas não de ordem meramente material, como muitos pensam. São de natureza moral, filosófica e, principalmente, espiritual.

PODE-SE SAIR DA MAÇONARIA?

Uma das muitas informações erradas que existem sobre a Maçonaria é a de que a pessoa, uma vez ingressando na Ordem, jamais pode dela se retirar.

Nada mais falso. Qualquer um, após se iniciar, pode tranqüilamente deixar a Maçonaria. É claro que ele não deixará de ser um "Iniciado", já que Iniciação não se devolve.

Mas ele se desligará da Loja e não haverá nenhum problema, até porque, como se disse quando se tratou do "Segredo Maçônico", se ele não o descobriu, de nada ficou sabendo.

Há, inclusive, documentação própria, de desligamento, para permitir o retorno do que se afastou, se eventualmente ele desejar voltar à atividade maçônica.

Geralmente, quem ingressa na Maçonaria e depois se afasta, por questões pessoais (falta de tempo, desinteresse do assunto etc.), nem por isso deixa de se considerar Maçom, e, como tal, preserva os conhecimentos que adquiriu para si, mantendo a discrição recomendada.

Mas, se não o fizer, não quer isso dizer que ele irá causar maior prejuízo à Ordem, mesmo porque não se pode conceber que a estrutura da Maçonaria fosse tão frágil que ficasse dependente da leviandade de uma pessoa, de suas inconfidências.

Exige-se do Maçom que mantenha reserva quanto ao trabalho maçônico, aos rituais, mas apenas por uma questão de tradição, pois os ensinamentos maçônicos são ministrados de forma paulatina e é muito raro alguém abandonar a Maçonaria depois de ter recebido tais ensinamentos. Quando muito, a pessoa deixa de estar em atividade plena.

Não fez o Maçom, também, atos reprováveis, que o impeçam de deixar a organização, como pensam os menos avisados.

Por menos que ele se tenha adaptado, por menor que tenha sido o seu aproveitamento nos estudos maçônicos, o Maçom terá sempre, no íntimo, a certeza de que pertence a uma Entidade ímpar, e isso será sempre motivo de satisfação, mesmo que ele, por alguma razão, se afaste dos trabalhos ativos.

Se desejar saber mais sobre o assunto, algumas indicações para leitura são:

- "Como ser Maçom" - de Sylvio Cláudio, da Editora Essinger.

- "Maçonaria Para Leigos e Maçons" - de Wilson Ribeiro, Editora Master Book.

- "A Formação do Maçom na Loja Simbólica" - de Marcos H. de A. Santiago, Editora "A Trolha".

- "A Maçonaria" - de Paul Naudon, Editora Difusão Européia, da Coleção "Saber Atual".

Enfim, meus amigos e leitores, creio ter contribuído para o esclarecimento das questões propostas. Contudo, se ainda alguma dúvida restou, queiram se manifestar seja através do meu e-mail ou mesmo dos comentários. Estarei sempre "à ordem".

T:. Fraternal Abraço a todos e até a próxima, quando deverei trazer mais informações sobre o tema.

Monday, May 30, 2005

A G:.D:.G:.A:.D:.U:.


Olá pessoal, tudo beleza?
Criamos este espaço com o único intúito de dirimir dúvidas, tanto de leigos como de "Iniciados" na Arte Real, como também é chamada a Maçonaria.
Muito embora hoje em dia se encontrem centenas de livros que literalmente "abrem o jogo", revelando até mesmo minúcias de nossos rituais, grandes absurdos continuam sendo propagados. Algumas vezes por absoluta ignorância, outras tantas por má fé de seus detratores.
Acusados de serem aliados do diabo, celebrar missas sensuais, cometer assassinatos ritualísticos, fazer cobras dançar, tomar vinho no crânio de jesuítas, etc., são algumas das acusações feitas contra eles. Também costumam responsabilizá-los por todas as guerras do mundo, eles são declarados conjurados contra os governos, colaboradores do comunismo. Em conjunto com os capitalistas judeus, eles dominam o mundo e manipulam os acontecimentos globais.
Estas acusações são ouvidas desde os Papas dos séculos XVIII e XIX até a época de Hitler e Stalin.
Maçons, afinal, que homens são esses, que associação é essa sobre a qual os homens se pronunciam com tanta ênfase? Que comunidade é essa à qual foram dirigidas mais bulas de excomunhão do que qualquer outro grupo de pessoas?
Que homens são estes, a quem, em certo momento foram concedidos títulos de nobreza e, no momento seguinte torturados e até mortos em fogueiras? Que foram distingüídos com prêmios Nobel da Paz e que foram jogados em campos de concentração?
Que comunidade é esta à qual pertencem homens como Blücher, Bluntschii, Alfred Brehm, Briand, Johann Fichte, Benjamin Franklin, Friedrich der Grosse, Garibaidi, Johann Wolfgang von Goethe, Marshall, Heydn, Herder, Iffland, Jefferson, Kleist, Klopstock, Knigge, La Fayette, Lessing, Charles Lindbergh, Franz Liszt, Cari Loewe, Albert Lortzing, Graf Luckner, Friedrich Mesmer, Wolfgang Amadeus Mozart, Lord Nelson, Nicolai, Ossietzky, Friedrich Rückert, Walter Scott, Schamhorst, Heinrich Schliemann, Freiherr vom und zum Stein, Stendhal, Heinrich von Stephan, Stresemann, Thomas Taylor, Tucholsky, Mark Twain, Voltaire, George Washington e entre muitos outros, os brasileiros: Tiradentes, Gonçalves Ledo, Dom Pedro I, Dom Pedro II, José Bonifácio, Frei Caneca, Duque de Caxias, Bento Gonçalves, Barão do Rio Branco, Rui Barbosa, Benjamin Constant, Marechal Deodoro da Fonseca, etc., apenas para citar um pequeno número de sua imensa constelação de componentes?
Responder a estas questões, é o principal objetivo deste blog.
Espero que gostem e participem deixando suas opiniões, fazendo suas perguntas, comentando e enviando textos e imagens. Aproveitemos as facilidades desta tecnologia de informação e comunicação para aprendermos mais, uns com os outros, respeitando sempre os pontos de vista alheios, para crescermos como seres humanos tornando-nos indivíduos mais ajustados à construção social.
Um T:. e fraternal abraço a todos.